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terça-feira, 27 de maio de 2014

Sobre a necessidade da reciprocidade

Vou até você quando todos não estiverem mais olhando. É uma promessa que fizemos, lembra? Vou atrás de você quando a vontade for maior que a sanidade. Esta já não é muita, enquanto aquela, meu caro, transborda. Como desejei tê-lo aqui por todos os dias e todas as noites que foram belos por si só! Poderíamos ter acompanhado o Sol nascer, poderíamos ter tomado banhos de chuva, poderíamos ter lavado louças ou simplesmente ter dormido. O que conta, o que sempre contou, foi sua presença. Ter você por perto transmite em mim uma calma, um sentimento de segurança que é difícil descrever, de tão imenso que é. Mas aqueles olhos insistem em olhar. E enquanto olham, eu insisto em disfarçar. Não sabem quem sou, não aceitariam saber quem sou. E me olham, e me incomodam, e me desafiam todos os dias a suportar ou de uma vez por todas, me libertar. Por você eu iria além. Mas há muito mais entre nós do que nós dois imaginamos. Você sabe, você sempre soube, e nada fez para modificar. É por isso que vou atrás de você. Para tê-lo, e assim ter certeza de que o que alimento você também alimenta. Mas por hora, deixemos que os olhos nos olhem.