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terça-feira, 23 de março de 2010

Amores virtuais de Jacob

Estive refletindo, durante uma abafada tarde de um fevereiro de férias monótonas, sobre o comportamento das pessoas. Como é interessante o fato de que, por mais que apresentem um estereótipo, ainda assim  possuem suas particularidades! Me lembrei de Lillo e sua maneira gentil de me tratar sempre. Ele era bastante educado, um gentleman, sem dúvida. Nunca me pediu mais do que estava disposto a oferecer, mesmo manifestando desejos de maior relacionamento. Uma simples amizade era pouco. Ele queria logo aquela amizade especial, de amigos de infância, com toda a inocência e verdade. Até que se manifestou tão ciumento que não parecia o lorde que conhecera outrora. Um ciúme sem motivo, já que nada tínhamos oficializado, nem consumido. Me assustei tanto com a forma que ele se comportara que me afastei. Sinto saudades de Lillo, mas da forma como ele queria não dá mesmo. Não acredito que ele tenha se esquecido de mim, mas que ele me ama. Mesmo assim, ainda me pergunto: o Lillo na sua forma primeira era uma máscara, ou havia ele sido possuído por demônios que vagam seus sonhos? Talvez Freud explique. Não tão complexo foi Roberto. Este senhor, que já está na terceira idade, guarda consigo o tom malandro de sua época de ouro. Arrisco afirmar que malandro uma vez, sempre malandro. Com sua forma de manifestar-se gentil (nunca se sabe, através dos instant messenger softwares, a intenção e a entonação expressa nas inertes frases… e é aí que mora o perigo), me enchia de elogios e reconhecia  meus méritos, conquistando meu ego. Resolvi testá-lo continuamente, e observei que ele mudou progressivamente. Mostrou-se safado, carente e bastante esperto. Características familiares. Já Rodrigo, um rapaz, que eu conhecera de forma semelhante aos outros, era o mais especial. Jovem, como eu. Curtia boas músicas, e me ensinava coisas do céu, da terra, da água e do ar. Gostava mesmo de falar com ele, pois nos identificávamos tanto quanto Eduardo e Mônica. Até que quem mudou foi eu. Por incrível que pareça, eu senti ciúmes. O coitado se entristecia com minhas surtadas, e preferiu não ir adiante. Talvez Lillo me mereça. Daríamos um belo casal pra Freud (risadas). O que tenho pra falar de Rodrigo é que ele foi o Cara. E o posto ainda continua desocupado. Ele não voltará, e eu também não desejo isso. Logo, me aventuro mais uma vez nas selvas virtuais, entre nicks e ironias, perigos e a possibilidade de acertar na próxima vez.

Jacob B.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cartaz Montreux Jazz festival 2010

Poster-Montreux-Jazz-Festival-2010

O amor segundo Godofreeda – Reflexões no divã

“Amor?! Ora, é o que sinto por aqueles que quero bem! Ah, não é este tipo de amor… Bem, você quer que eu te fale sobre o amor epecial, aquele que dá calorzinho na gente. Doutor, vou tentar ser técnica… ããã… hummmmmm… ai, não sei! Pra mim, esse amor é assim: a gente tem conosco cinco coisas conectadas: a emoção, a razão, a esperança, a consciência e a experiência. O amor é um negócio que faz a emoção, a esperança e a experiência melhorarem, mas a razão e a consciência odeiam isso. Porquê? Ah, doutor, porque quando a gente ama assim, a gente se sente bem, mas um pouco boba… parece que o mundo é outro, não importa se você vai perder milhões na bolsa, você tá dopada… é uma coisa muito prazerosa. Acho que é igual a maconha. Sei que o senhor já experimentou, afinal, o senhor é gente, né! [Risadas] Mas então, o amor ilude mas faz bem. O melhor é que ninguém morre de overdose de amor. Aliás, aquele primeiro amor que eu te disse, o de quando a gente gosta de alguém, mas não dá calorzinho, ele não deveria chamar amor. deveria chamar responsabilidade, porque é esse amor que nos faz cuidar dos filhos, mas quando crescem, depois de um tempo, a gente dá graças a deus porque eles cresceram, e vão nos deixar em paz. Não adianta reclamar, porque o alívio de novamente ficar sozinha, sem uns diabinhos por perto, é muito gostoso. Vamos voltar ao amor de verdade… o senhor perguntou porquê a consciência não gosta do amor. Bem, é porque a razão não gosta! Sem dúvida a consciência é como é porque sabemos como as coisas são. Mas tê-la descontente é bom! O mundo do amor faz a gente fazer coisas que não fariamos normalmente. Tirar a roupa pro amado, mostrar um mar de estrias e celulites, revelar o poder da atração gravitacional sobre nosso corpo… Mas, ao mesmo tempo, a gente não liga pra barriguinha de chopp, o bilau pequenininho, o bumbum amassado… a gente tende a aceitar o “incomum” com mais facilidade. É como se a Godofreeda da Terra virasse uma sexy Loretta, por exemplo. Melhor ainda, Desirrée. Adoro esse nome… Desejo. Como é bom ser desejada! É assim, doutor. Resumir em uma frase? Bem… Amor é aquilo que nos renova ao mesmo tempo que nos faz sentir que a realidade nem sempre é a ideal. Posso complementar? Amor e tesão são as mesmas coisas. Se a perereca fica molhadinha, o coração acelera e você vê um James em um Jorge, isso é amor. A principal consequência? Ah, por amor a gente tem que aguentar o fedor do peido que ele solta sempre debaixo do cobertor! Fazer o que, nada é perfeito!”