Estive refletindo, durante uma abafada tarde de um fevereiro de férias monótonas, sobre o comportamento das pessoas. Como é interessante o fato de que, por mais que apresentem um estereótipo, ainda assim possuem suas particularidades! Me lembrei de Lillo e sua maneira gentil de me tratar sempre. Ele era bastante educado, um gentleman, sem dúvida. Nunca me pediu mais do que estava disposto a oferecer, mesmo manifestando desejos de maior relacionamento. Uma simples amizade era pouco. Ele queria logo aquela amizade especial, de amigos de infância, com toda a inocência e verdade. Até que se manifestou tão ciumento que não parecia o lorde que conhecera outrora. Um ciúme sem motivo, já que nada tínhamos oficializado, nem consumido. Me assustei tanto com a forma que ele se comportara que me afastei. Sinto saudades de Lillo, mas da forma como ele queria não dá mesmo. Não acredito que ele tenha se esquecido de mim, mas que ele me ama. Mesmo assim, ainda me pergunto: o Lillo na sua forma primeira era uma máscara, ou havia ele sido possuído por demônios que vagam seus sonhos? Talvez Freud explique. Não tão complexo foi Roberto. Este senhor, que já está na terceira idade, guarda consigo o tom malandro de sua época de ouro. Arrisco afirmar que malandro uma vez, sempre malandro. Com sua forma de manifestar-se gentil (nunca se sabe, através dos instant messenger softwares, a intenção e a entonação expressa nas inertes frases… e é aí que mora o perigo), me enchia de elogios e reconhecia meus méritos, conquistando meu ego. Resolvi testá-lo continuamente, e observei que ele mudou progressivamente. Mostrou-se safado, carente e bastante esperto. Características familiares. Já Rodrigo, um rapaz, que eu conhecera de forma semelhante aos outros, era o mais especial. Jovem, como eu. Curtia boas músicas, e me ensinava coisas do céu, da terra, da água e do ar. Gostava mesmo de falar com ele, pois nos identificávamos tanto quanto Eduardo e Mônica. Até que quem mudou foi eu. Por incrível que pareça, eu senti ciúmes. O coitado se entristecia com minhas surtadas, e preferiu não ir adiante. Talvez Lillo me mereça. Daríamos um belo casal pra Freud (risadas). O que tenho pra falar de Rodrigo é que ele foi o Cara. E o posto ainda continua desocupado. Ele não voltará, e eu também não desejo isso. Logo, me aventuro mais uma vez nas selvas virtuais, entre nicks e ironias, perigos e a possibilidade de acertar na próxima vez.
Jacob B.
