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sábado, 2 de abril de 2011

Ter

Era manso o som que tocava naquela tarde cansada, como todos nós. Um sambinha tenro que saía da de uma das janelas daquele prédio enorme, velho, cansado. Fazia calor, estava na janela e os versos diziam:

“Dizem que nada é por acaso

Acredito no destino, mas decido quem sou eu

Não espero que a graça venha a mim

E eu corro da desgraça

Isso nunca vai ter fim

É destino conhecer minha Maria

Mas amar essa menina

Quem decide sou eu

Pois eu quero ter aqui felicidade

E viver toda a verdade

De amar o corpo teu

Há ali quem de fato eu desejo

Vive atrás daquele muro

A mulher dos sonhos meus

Chama Lívia, doce e tenra ela é

Uma beleza de mulher

De sorriso e rosto únicos

O destino não me ajuda agora

E não espero a hora

De ter Lívia pra mim

Como sou um guerreiro dedicado

Vou além daquele muro

Procurar o que é meu – ou pode ser.”