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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

The booboo blues

He has a lot of friends

But I just want one

Impossible to love him, it seems

But how can I order my heart, good Lord?

 

I wait for you in the cold morning day

As you could return to me, only to me

And kiss me, touch me, say for me all words

you won’t say for other friends

 

I want to be unique in your life (oh baby)

Be the big one in your dirty colection (oh baby)

Man, notice that I love you

I love you, and I love you with all my soul (baby)

 

And please, baby

At last don’t make me sad of you

I believe all dreams comes true

Just let me keeping believing

But please, good Lord. Just teach me

how to order my heart.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Moscow at first

Não desejo que me ames. Apenas desejo que me entenda. Saiba que cada minuto meu é dedicado a ti. Cada respiração vale a pena pois você ainda vive, e insiste em habitar, em essência, de maneira um tanto ideal, bastante arquitetada, o meu coração. Ah, se pudesses estar aqui realmente. Mas entendo seus temores. Ainda mais, conheço suas vontades, e, por amor ainda maior a mim, apenas nego. Não quero se for assim, meu querido, mesmo cultivando por ti grande apreço. Afinal, o que seríamos? Amigos? Não espero outro título, mesmo almejando, já que temes algo. Será a mim que temes? Serei eu o médico, o monstro e o diabo que tanto corrompe, tanto distorce, tanto atenta-o? Não tem ideia de como me divirto com nossa história. Um tanto insensível eu sou, reconheço, e por tal qualidade concluo que você é o necessitado. Dou risadas ao saber de sua relutância mortal, seu medo de se atirar no escuro. Afinal, o que há depois das trevas? Será mesmo que são trevas? Podes encontrar tesouros valiosos, meu caro. É possível que sejas sim premiado por sua coragem. Cria-a! Nutra-a com a mais verdadeira vontade, e encontre vida no fim de tudo. Em resumo, o aleijado que teme a muleta não dá um passo sem ir ao chão. Não te prometo flores nem romantismo. Te prometo um eu nu, livre, real. É tudo o que precisa. Mas para tanto, atenda ao meu único e inocente pedido: me entenda. Se sou mesmo seu diabo, ao menos cobro pouco de ti. Talvez você compreenda tudo isso quando realmente amar. A si e a mim.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pedra

Onde está você agora?

Tem sido dificil assim

Seus carinhos me fazem falta

E nada mais me completa

 

Vou

Procurar você

Desejar você

Gritar seu nome

A cada segundo que existir

 

Posso

Cruzar o mar

Ir ao inferno

e à Lua

Preciso de você

 

Sabe,

isso é amor

e me faz ficar assim

Por isso vou

me agarrar a você

quando aparecer

e só te solto no fim.

Mas onde está você agora?

 

AGORA DÁ UMA PASSADINHA EM http://dedentrodaalma-bianka.blogspot.com E MORRA DE PAIXÃO!

Bianca

 

P5170420

 

 

“Dedico estes versos à minha maninha do coração, Bianca: a quela que despertou em mim a minha mais bela face. Visitem-na em http://dedentrodaalma-bianka.blogspot.com

 

 

 

 

Veja, irmãzinha

O Sol já não nasce na nossa janela

E o vento que chega não te acaricia

É a vida tentando girar

 

Veja, irmãzinha

Está frio, eu gosto disso

Tudo fica cinza, até seu doce sorriso

A vida tentando variar

 

Veja, irmãzinha

Tudo isso nos aproxima

Posso ver seus olhos mais perto

Como eu gosto de estar contigo!

 

Saiba, irmãzinha

Que posso notar sua alma

Sentir sua aura, seu calor

irradiado nas cores do arco-íris

 

Note, irmãzinha

Que somos iguais, isso é bom

E nossa vida gira, varia junto

Nossa bandeira sempre hasteada,

pois nada vence o poder do amor.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Depois da Grande Muralha

Esta música foi escrita por mim e minha amiga, maninha e parceira Bianka. Visitem-na em http://dedentrodaalma-bianka.blogspot.com/ e aproveitem outros poemas escritos por ela.

Estou cansado de ser o que querem que eu seja

Estou cansado de ver a mesma injustiça

O mundo ensina amor, mas o que aprendemos?

Crianças aprendem a respeitar os mais velhos,

E quando crescemos o que vemos?

Vemos que quem nos educa é um ladrão

Tudo está diferente, não é o mundo que nos foi prometido.

Tudo mudou

Meus sonhos de crianças se transformaram quando conheci a mentira

Quem eu amo acho que não me ama

E meus heróis onde é que estão?

Quem me protegia desapareceu

Meus sonhos morreram

Vejo lixo jogado na rua

Vejo tempestades vindo, mas onde está a água?

Pessoas falam uma coisa e fazem outra

O que é a vida?

Pois eu acho que a vida é um mar de ilusões

Um mar profundo, vasto e escuro.

A vida é o caminho mais imprevisível

Escolha a ser tomada e sem olhos para o futuro

Caminhos a serem seguidos

A vida é um caminho sem volta

Filhos matando pais

Mãe abandonando filhos

Que mundo é este? Que vida é esta?

Só sei que mesmo assim quero viver

Quero viver para poder cantar, viver para poder amar, viver para te encontrar e ser feliz.

Desejo o bem e mesmo assim não posso evitar a tristeza

Parece destino

amar não sendo correspondido

Corações cheios de ódio, pessoas querendo crescer em cima dos outros,

a sociedade fazendo a vida como um negocio

Pessoas tatuando marcas, se entregando aos grandões

E mesmo vendo tudo isto, apenas vivo,

Assim posso lutar

Vivo porque prefiro que as lágrimas estejam nos meus olhos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Última primavera juntos.

“São Carlos, 16 de outubro de 2010

Fazia um calor primaverístico aqui, que chegou depois de uma destas chuvas que fingem ser fortes e escandalosas. Em meio aos pinheiros do bosque o reencontrei. Estava pior que antes. Mais magro. Pálido e frágil. Na última vez que o vi, há duas semanas atrás, ainda havia esperança no seu olhar. A gente acreditava que as notícias pudessem ser boas. Engano nosso. Lamento profundamente não estar ao seu lado quando a bomba explodiu. Como ele mesmo diz, sou o porto seguro. Assim que nos encontramos, nos abraçamos firmemente, e senti lágrimas escorrendo dos meus olhos. Foi tão bom sentir o líquido saindo. Há muito tempo não me permito chorar. Pensava até que a fonte havia secado, e que o fabuloso e insensível Tiago finalmente tornara uma rocha. Enfim, tudo o que ele me disse foi: “Não é o fim. Às vezes as coisas não saem como a gente planeja, então vamos lá traçar outro plano.” Fiquei pasmo com a fácil aceitação, por parte dele, de algo que só veio para destruí-lo! E qual seria o plano agora? Aproveitar tudo o que ele havia sonhado, nós havíamos estruturado, antes que chegue realmente o fim? Acho que é isso. Sentamos no chão, e começamos a ouvir “Lover’s Spit”, Broken Social Scene. Uma das melhores lcosias que aprendi come ele foi o prazer de ouvir indie, especialmente BrokenSocial Scene e TV on The Radio. Algo pra perpetuar. A música é bela, e ele me encara firmemente. Vejo nele a força, a resistência, e ainda assim uma aura frágil. Um ser em guerra, literalmente. Vencer aquilo seria um milagre, então não vale a pena desistir. Acaricio-lhe a face, e ele sorri. Seu sorriso modifica-lhe a feição completamente, tornando-o terno, sensível e triste. Um sorriso de fim. Não vai ser fácil ficar sem ele. No momento de sua partida, vou precisar de um imenso suporte. Vou sofrer, sim. Vou ficar descaradamente em luto. Não é simples perder um amado. Uma parte minha vai junto com ele. E há quem se atreve a chamar isso de evolução. Evolução não é perder, é ganhar. O que ganho com sua partida?

Está ficando difícil escrever isso. No momento certo, uma ode será publicada. Termino dizendo que poderia ter sido eu. Tão passível de adquirir a sentença quanto ele, mas sempre há um propósito maior. Mais uma vez as lágrimas estão saindo, mas é insensível de minha parte tornar meu sofrimento maior que o dele. Sigo, pois, meu caminho. Mais uma vez, sozinho e exposto.

“You know its time that we grow old and do some shit
I like it all that way “ – Lover’s Spit, Broken Social Scene. Versos preferidos dele.

“Wild spirits winds from out your chest
Collides with world and wilderness
It needs a gentle hand to call it home” – Halfway Home, TV on The Radio. Versos convenientes ao momento. Minha escolha, nesta primavera que é a nossa última juntos.

Jr.”

domingo, 26 de setembro de 2010

Canção de fuga

TiagoJunior

Na onda indie. Preciso da minha amiga Bianka pra me auxiliar na musicalização. A propósito, visitem-na: http://dedentrodaalma-bianka.blogspot.com  Mais uma pra galera ^^ Jr.

Vou fugir de casa

Eu quero te encontrar

Tudo está muito confuso

 

Minha alma pede outra dose

Da nossa maluca relação

Desta vez vou ouvir a voz do coração

 

E quero estar com você,

Sentir seu calor

E um dia poder chamar isso de amor

 

Vou fugir deste mundo

Vou até você

Eu preciso te dizer

Que nada mais importa pra mim

 

Quero te dizer

Que tudo está confuso

Estou descobrindo um novo mundo

Encontrando minha verdadeira face

Eu preciso de você

 

Vou fugir deste mundo

Vou até você

Eu preciso te dizer

Que nada mais importa pra mim

 

Vou fugir de casa

Disposto a te encontrar

Sua tribo é minha tribo

E assim, vamos amar a noite toda.

A você, o amor

amor, uma bosta Chame de amor àquelas palavras, estúpidas palavras, que lhe foram ditas naquela ocasião inconveniente em que você se enfiou. Não foi intencional, entenda que o impulso foi irracional. Chame a isto de amor. Os olhos, mesmo sem uma gota de lágrima, estão vermelhos. Não é esta a cor do amor? A insistência, a teimosia e a facilidade com que ignorei cada manifestação, foram planejados durante minha viagem. Você sabe, estive fora de órbita, visitando lugares coloridos, lugares de paz. De lá voltei com uma aura nova, nas cores do arco-íris. O que importa é que voltei! Chame a isto de amor. Te presenteio com novas experiências, novas faces de um mesmo cara. A versatilidade e personalização estão à sua disposição. Faço isso por amor. Não faço por você, ou pela sua satisfação e felicidade. Te levo pela rua, toco sua mão. Sugo sua energia naturalmente, isso flui em meu corpo, masturbando cada célula da minha pele. Meu coração acelera, algo em mim cresce. É a vontade de te fazer gritar. Chame a isto de amor. Te olho, você retribui, e a conexão está então estabelecida. Podemos transar por séculos sem se esgotar. Ondas de orgasmo me invadem. Ocorre em mim automaticamente, mas você, eu sei, faz por mera vontade ou necessidade. É da minha natureza te foder. Isto é amor, sabia? Poderia muito bem ter ficado em casa, tricotando e curtindo meu indie. Mas ele fala mais alto, me leva a  fazer coisas que  depois me arrependo. Tudo por amor. Sofro, e não gosto disso. É por isso que meu maior arrependimento foi te conhecer. A monotonia do pseudo-eunuco seria mais conveniente. Mas este amor!

domingo, 19 de setembro de 2010

Queer as Folk e a maior lição

queer_as_folk_01

Estou acabando de assistir a quinta temporada de Queer as Folk, e já estou com saudades de todos. Finalmente uma série que revele a verdade sobre nós, os “diferentes” (risadas). Essa série me fe acreditar ainda mais na possibilidade de ser feliz da maneira que sou, e mais do que nunca, estou inclinado a fazer  com que tudo seja assim. Hoje tenho respostas à questão que Heather Small faz em sua música, Proud, o tema da série. “What have you done today to make you feel proud?” – a resposta é: dei mais um passo para a verdade. Cada vez mais próximo da felicidade, enfim. O mais incrível é que comecei a somhar mais. Isso só pode ser uma coisa boa. Você iria se divertir e emocionar com Queer as Folk. Assista! Aproveite e conheça a Teoria Queer. Muita gente se identifica.

Ostara: hora de semear

Ostara se aproxima: 23 de Setembro. É tempo de semear aquilo que desejamos. Um tempo onde a  sabedoria torna-se aliada em nossas escolhas que, com certeza, estarão em nosso futuro. O equilíbrio entre o dia e a noite, o feminino e o masculino, são reflexos do equilíbrio que reina entre a Grande Deusa e O Senhor Cornífero. Deste equilíbrio há a fertilidade, e por isso é a melhor hora para plantar aquilo que queremos. Saiba apenas medir suas escolhas, já que uma vez semeada, nada a impedirá de nascer.

domingo, 12 de setembro de 2010

Pra gente como a gente

Um dia eu quero ter minha própria casa noturna. Já tenho todos os planos. Se você está acompanhando “A vida de Aline” no blog http://dedentrodaalma-bianka.blogspot.com , gostaria de experimentar uma noite no Fun Club. Lógico, o público é o mesmo, kkk.

Será ainda melhor que a Babylon de Queer as Folk, pois será brasileira. Uma casa noturna pra quem é diferente. Essa eu prometo.

O amor é apenas dos dois

Acabei de assistir “Between love and goodbye”. Tô arrasado. No domingo passado eu assisti Bent, um filme que retrata a vida de dois homossexuais num campo de concentração nazista. Fiquei horrorizado, a bad. Agora, este filme me deixou ainda pior. Seria legal se você assistisse. Dois caras que se amam e mesmo assim conseguem acabar com a vida um do outro. Tudo por interferência alheia. Fica a dica gente: Se estiver amando, dê ouvido apenas ao seu coração. Acredite desconfiando nas coisas que os outros dizem. A felicidade atende apenas ao casal, esteja o público satisfeito ou não. Cara, fiquei mal agora. Entre o amor e o adeus…

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tô sim, uai

As vezes me perguntam se eu estou me sentindo feliz fazendo o que faço. Tô sim, uai. Que coisa! Me sinto bem fazendo o que faço. Foi uma das minhas melhores escolhas. Às vezes torna-se entediante, cansativo, mas essas coisas acontecem. Foi a decisão da mnha vida, e não me arrependo de nada. Engenharia de Materiais é uma excelente escolha. Pelo menos pra mim. O único probleminha, claro, é a alienação. Males das engenharias. Mesmo assim, estou resistindo, pois pra mim vale muito mais a preocupação social do que as otimizações que todos desejam. Isso se chama respeito. Mesmo porque eu sou, acima de tudo, um consumidor.

Pra terminar: preocupe-se com a sua felicidade. Suas realizações. Corra atras! Assim a vida alheia para de parecer tão curiosa.

O filme que eu precisava

Então é o seguinte: acabei de assistir o filme Kinky Boots. Assistam! É a história de um homem que herda do pai uma fábrica de sapatos masculinos de Londres, e que está falindo. Em uma ocasião ele conhece uma drag queen, Lola, que vai ajudar a salvar a fábrica através da inserção em um novo nicho de mercado: botas para travestis e drag queens. É baseada em fatos reais, na história da Kinky Boots Featuring. Abri mão de Queer as Folk para assistir este filme, e valeu a pena. É isso.

domingo, 5 de setembro de 2010

The road is not the same

 

           
          I use to sing it like a blues song, when my head turns dirty and do I think I’m a singer. More creations are in my mind, so maybe I write some of them in this space. Enjoy it and thanks for reading. TiagoJunior. 

I have to tell you something, boy

The road isn’t the same without you

I said the road isn’t the same without you.

So please, come back

And let’s do it together

Let’s climb the montain

And dream, do love, be happy

Coz it is not the same

Not same, boy

without you

and I love you

Boy, I don’t understand why you left me

I just wanna tell more and more for you

Boy, I love you

Boy, I do love you

And road keep isn’t the same

without you.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Músicas, cartas,poemas, histórias,tudo de dentro da alma: Não corra..........................

Músicas, cartas,poemas, histórias,tudo de dentro da alma: Não corra..........................: "Não corra.......................... O dia parece ser acelerado, mais não se preocupe o tempo que toma conta dele! O tempo que vai fazer sua ..."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sobre a essência

Uma tarde típica de verão mineiro se desenrolava quando Fábio escrevia em seu diário um desabafo. Ele mantinha sempre a rotina de colocar no papel as suas expectativas, medos e fracassos, e desta vez rabiscava algo sobre o amor. Como se sentia isolado, aos 19 anos, por nunca ter se apaixonado!

O ventilador se esforçava em refrescar o quarto do garoto, lançando sobre ele brisas que lhe acariciavam o corpo -um tanto magro- e lançavam seus castanhos cabelos para o lado, de uma forma incomodante. Para contornar a situação, Fábio coloca uma touca de lã, e se encara no espelho anexo à escrivaninha. Observa seu rosto,a barba por fazer, os olhos negros e conclui que estaria melhor e mais feliz se estivesse amando.

Fábio era um pouco diferente das pessoas que ele tomava por referência quando o quesito era amar. Odiava admitir isso, mas tinha consciência de que apenas seria completo se passasse a aceitar a verdadeira essência. Os apaixonados que ele conhecia possuem experiências, revelando que o amor demora a acontecer. É que para ele o amor é uma fonte inesgotável, é algo para toda a vida. A diferença mais marcante é que todos os tais casais são heterossexuais. Já Fábio é homossexual e não tem dúvidas disso.

“Amar deve ser mágico!” - ele escreve. “É a máxima expressão da afeição especial que se sente por alguém. E eu não conheço isso. Como gostaria de conhecer o amor! Idealizo algumas cenas, situações, mas não consigo pensar no meu parceiro ideal. É melhor não idealizar isso porque posso deixar passar chances preciosas por estar tão seletivo. Observo as pessoas que se amam, e tenho carência de todo o carinho que eles compartilham. Quem me dera se neste exato momento eu tivesse meu amor aqui, comigo, me ajudando a escrever uma história romântica e tão imoral como a nossa! Se já é difícil assumir quem eu sou, quem dirá ter um parceiro! Mas este é o preço que quero pagar. Primo por minha felicidade, mesmo que para isso eu precise deixar para trás amizades e reputação. Mas o que desejo, acima de tudo, é que o amor aconteça logo para mim. O que vier depois é lucro, e, àqueles que não me aprovem como eu sou, tomo a liberdade de plagiar Emmet Honeycutt. Fodam-se todos!”

Ao terminar de escrever o texto, Fábio se sentiu muito confiante e determinado a fazer o que escreveu: ser feliz. Talvez tenha sido o calor e seus efeitos etéreos que deram o impulso final para ele. Saiu do quarto e foi até a sala de estar. Sua mãe estava assistindo TV. Ele sentou-se ao lado dela e pediu atenção:

-Mãe, preciso conversar com a senhora!;

-Tudo bem filho. Sobre o que você quer conversar?;

-Ai mãe, é difícil falar assim, então vou direto ao assunto.;

-Então fale!;

-Mãe, eu sou gay.

A última frase soou solene na sala, sendo capaz de fazer um segundo parecer uma eternidade. A mãe de Fábio olhou para o garoto com uma cara indiferente, abraçou-o e apenas disse:

-Meu filho, eu te amo de qualquer jeito. Obrigada por contar. - e ele respondeu, contente:

-Obrigado por me entender, mãe. Agora sim vou conseguir ser feliz.

Após Fábio sair da sala, um fio de lágrimas saiu dos olhos de sua mãe. Ela apenas voltou-se ao céu e agradeceu por seu filho ter ao menos encontrado sua essência.

Ele voltou ao quarto e escreveu em seu diário: “Belos são os dias que se seguem à expressão de nossa natureza, nossa verdade. Porém mais feliz é aquele que é aceito pelos que o amam como ele é.” E ele descobre que ama.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Talvez a carapuça sirva.

É madrugada da segunda-feira de mais um semana letiva. Eu aqui, acordado, imaginando coisas. Não consigo acessar o clube da insônia, então presenteio vocês com mais esse devaneio em versos. A inspiração foi também arquitetada: um moço conhece o outro numa sala de bate-papo sobre política. A partir daí eles iniciam uma bela amizade, com algo mais. Um deles começa a gostar realmente do outro, e quer tê-lo de verdade. Então compõe a música abaixo, declarando-se.

É o destino

Te encontrei no impossível

Nossa frequencia foi de fato imediata

Num espaço inconstante

Você sorriu e não precisou dizer nada

Foi fácil assim reconhecer

Que é você o que a alma precisava

Não dá mais pra esconder

A felicidade que irradia ao te ver

E mesmo tão distante

Sua presença me seduz

Não quero apenas ter você no plano surreal

Vamos viver nossa história

De forma romântica e tradicional

Te sentir, te abraçar, te beijar

e tornar seu mundo mais diverso

Nossa frequência, em harmonia

É a passagem que falta pra alegria

Me completa, te completo

A gente chora e ri, mas vive de verdade

Não há distância para nossa realidade

Isso é amor, é belo

é provocante, é real.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ao casal do ano.

Bianca, uma estimada amiga de longuíssimas datas reacendeu em meu peito algo que estava se extiguindo. No domingo, dia 8 de agosto de 2010, ela vai ficar noiva da namorada Pryscila, em plena parada do orgulho LGBT de Alfenas, em Minas Gerais. Vejo em seus olhos a felicidade da realização de um sonho que também compartilho. Ela provou que ser diferente não é frustrante. Este post é dedicado a Bianca e Pryscila. Brindo à felicidade do casal, não só como amigo, mas também padrinho.   

matizesparadalgbt_1279135995.2010.logo

Diferentes

Nós somos incomuns

Aceitem isso!

Somos felizes, vocês são?

Temos coragem, vocês tem?

Sonhamos. Isso é lindo!

Lutamos, pois nossa vida depende disso.

Incomodamos. Isso nos empolga.

Somos martelos, vocês os pregos.

Nossa liberdade é a sua imoralidade

e nossos conceitos nunca são revistos,

mas copiados.

Ser diferente não é ruim

Conhecemos as coisas na sua integridade

E não ousem nos impedir

Somos muitos, saibam

E somos unidos, sempre.

Amamos.

Somos distintos, e ainda assim iguais.

Pois a melhor comparação entre opostos

aponta semelhanças.

Fato.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Até eu, Rockheart.

Quando menos esperava, no lugar mais improvável para isso, é que encontrei. Da conversa casual, a vontade de se ver novamente. Da amizade, um sentimento mais belo se solidificou. Ainda não sei dizer se é bittersweet-heartsamor, mas é a coisa mais bela que senti por alguém. A combinação é a mais esquisita. Peixes e Sagitário. O engraçado é que funfa. Temos particularidades, diferenças, mas já não conseguimos ficar um sem o outro. Nossa rainbow heal combina. Parece loucura, mas agora entendo o que é isso. Parecemos bobos quando coisas assim acontecem! Pelo menos eu ando sorridente, satisfeito com a vida que estou construindo. Está incluído em todos os meus planos, imediatos ou não. Já não me vejo sozinho pra sempre. Um furacão que transforma o point view e incentiva o try to get it. Não, não é amor. É algo que o antecede. Algo poderoso, capaz de trazer vida à mais imortal das rochas. Uma passagem pra felicidade ou pílulas disso.

sábado, 31 de julho de 2010

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Até eu

Ando intrigado com algo. Jamais estive tão desesperado para ter alguém. Enquanto me deleitava de minhas férias nos Eufêmicos Anônimos, percebi que todo mundo que cresceu comigo já tá no “multiplicai-vos”. Meus primos, amigos e até colegas de qualquer coisa grd_196102_Cupido no Arestão amando, namorando, engravidando. Eu escolhi um caminho um pouco diferente, mas isso não me impede de ter alguém! Quero mais do que uma amizade colorida. Preciso disso! Por outro lado, seria legal solidificar a minha vida, dizer que de fato ela é 100% minha, e depois sair à caça. Como diz minha amada amiga Luana, sempre há uma tampa, mesmo para frigideiras, mesmo que a tampa seja outra panela. O que espero oferecer para minha tampa ainda não conquistei na íntegra, então vou persistir na alienação de materiais e construir o que irei dividir com meu amor. Mesmo que essa felicidade necessite de sacrifícios, vou lutar por ela.    

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pride day

Today is one of them

It’s time to feel all the freedom

Day to be myself

and stay happy, satisfacted

is a pride day

Can you see the sky

How blue it is now?

Let’s paint our life with more colours

and show in our faces the reason to our pride

The rainbow of diversity will shine

and flame, and look like ourselves

A pride day, today is one of them

A day of party, love, fun, happiness

A queer day.

rainbow-ocean-by-thelma

domingo, 27 de junho de 2010

Dia de festa

 ist2_3185302-slide-on-rainbow Dia 4 de julho de 2010 acontece a segunda edição da Parada do orgulho GLBT de São Carlos. Um dia  maravilhoso, onde celebraremos a diversidade e, mais uma vez, clamaremos respeito e compreensão. Esta é uma causa que abraço e defendo, já que esta classe também se une a nós, negros e negras, quando o bem comum está ameaçado. Vale a pena o esforço coletivo contra o homofobia. Axé!

Como eu, utópico.

Faço parte de uma fatia da geração Y que cresceu acreditando nas possibilidades, não importa o quão distantes estão suas realizações. Algumas palavras ficaram incrustadas em minha alma, sendo estas reflexo das necessidades deste tempo: mudança, inovação, respeito, igualdade e liberdade. Agora, fazendo um balanço geral, me resumo utópico, e provo que utopias tornam-se reais. Leia-se minha vida e minhas conquistas! Neste embalo, com o auxílio da incrível IstoÉ, pude decidir pra quem vai o  primeiro voto de minha vida, para Presidente da República. A vida é o reflexo do mundobrasil. Notem como ambos estão insustentáveis, desfalecidos, definhando! O abismo da desigualdade diminuiu, mas ainda existe! É possível que um recomeço remodelaria completamente tais estruturas, definindo algo mais justo para todos. Por isso meu voto é de Marina. Tão utópica quanto eu, é um grande exemplo de superação, de conquistas. É a promessa de dias melhores, onde o capital deixará de reinar absoluto, e o ambiente, nosso lar, será melhor cuidado. Uma das pessoas capazes de salvar o planeta pode sem dúvida nos dar um novo país. Vamos lá, Marina!

domingo, 20 de junho de 2010

Na bad

Tirei o fim de semana para mim. Quando me refiro a um fds meu, quero dizer que não vou me encontrar com ninguém. Apenas eu e o mundo. Esses dias são necessários quando preciso me acertar comigo mesmo. São os dias em que as lágrimas rolam, a morte é desejada, e a bad reina. Os motivos são diversos. O motivo deste fds, em especial, é a vontade de me sentir útil nas férias que se aproximam, e também por não ter 15036alguém “daquele jeito”. É triste, mas tenho a consciência que vou ficar sozinho. Um amigo cria a alegoria do condor, e Rachel afirma que é solitário no topo. Não sei se  estou lá, mas esta solidão existencial tem algum motivo <e fim>. Hoje pretendo dormir e me encontrar com meus conselheiros de outros planos. Se não me propõem uma solução, pelo menos me confortam. Já não compensa mais olhar pra trás e pensar como seria se isso ou aquilo não fosse feito. Agora é hora de agir pra melhorar o futuro, mesmo que seja tão dificil. Algumas renúncias serão feitas, mas o maior fim jamais será alterado. É hora de respirar fundo, balancear, projetar.Sonhos não são permitidos. Se nada der certo, há uma válvula de escape dolorosa que me salvará. Oxalá nunca usá-la. Viver é muito melhor.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Chamado

Esbat Parece idiotice, mas tenho necessidade de publicar isso. Alguma pessoa saberá o quero dizer.

Me encontro em uma floresta. Árvores grandes, velhas, dividem espaço com flores silvestres. A luz do Sol penetra, tornando a paisagem muito bela. Começo a caminhar e me encontro numa clareira. No centro, há uma fogueira com um grande caldeirão. Mulheres muito belas, vestidas com largos vestidos, de várias cores, dançam ao redor do caldeirão, oferecendo a ele frutas, pães e mel. Há uma bela música sendo executada por um grupo, ao fundo. Falta algo nesta musica, eu percebo. Me aproximo. Uma mulher ruiva, alta e de olhos verdes e penetrantes me direciona para a pequena orquestra. Me oferece uma flauta de madeira negra. Começo a tocar, me entrosando com a música e com o ambiente. Percebo que, com a minha presença, a música está completa. Na minha mente alguém fala: “Você encontrou aqui o seu lugar. Está entre os seus, não negue sua natureza! Goyá o chama!” A mulher que me conduziu à pequena corporação fica a me olhar. A única coisa que faço é sorrir para ela. Ela sorri em retribuição, com um ar de grande satisfação. De repente tudo desaparece. O despertador toca, e a partir daquele dia não fui mais o mesmo. A gente só ganha quando percebe e assume a verdadeira natureza. Conheça-te verdadeiramente e sejas feliz!

domingo, 23 de maio de 2010

Um dilema

O relógio desperta. 6:00 da manhã. ElaEla se levanta, ainda sonolenta, e vai ao banheiro. Se olha no espelho e vê o quão feio está seu corpo. Naquela noite de calor, o melhor era tirar logo toda a roupa e dormir vestida de céu. Foi o que fez. 

Notava seus seios. Deus, estão caindo! O tempo e a gravidade são os inimigos da anatomia feminina. Ela se esforçava pra dar uma melhorada na sua situação: cremes, massagens, dietas. Mesmo assim, as coisas continuavam caminhando. Desconfiava que nada adiantaria, pois o que há de ser será. Artifícios como estes seriam apenas disfarces de sua verdadeira identidade. E nossa, ela fez isso toda a vida! Se comportou de maneira totalmente distinta, até aquele momento, em suas relações, trabalho, vida. Gostava de ser aquilo que as pessoas esperavam, e o problema era justamente este. Ela nunca era o que era.

Talvez por isso vivia só. Naquele momento, depois de anos de terapia para identificar o problema, ela o descobriu. Ser o que os outros esperam demanda ter um estoque enorme de máscaras, e mais uma vez, ela nunca era ela mesma. Assim, é claro, jamais encontraria a pessoa ideal. A mulher de seus sonhos. Uma companheira independente, de mesma idade e mesma posição social, que seja sincera e ame verdadeiramente. Para tê-la, deveria superar o maior obstáculo. Assumir sua opção. Isso era difícil, senão impossível para ela, que era importante em seu trabalho como mostrava ser. Uma lésbica ali levaria tudo às ruínas. Ela não teria chance mesmo.

6:07. Liga o chuveiro e deixa a água morna lavar o suor da noite. Cada gota percorre seu corpo, começando dos loiros cabelos, com as raízes já brancas, passando pelos seios, ventre, pé. A reflexão feita na frente do espelho a intriga. Lavando sua vagina, relembra de tantas noites de sexo feitas por interesses mais gerais, mas nunca por amor. Gostaria de sentir verdadeiramente o prazer. Até aquele momento, todos os orgasmos foram fingidos. Para compensar, mantinha escondido no fundo falso do armário uma coleção de dildos diversos.

6:20. Saindo do banho, percebe que jamais fora feliz. Até aquele momento tinha sido uma marionete de pessoas que só conhecia por nome, e a usava sempre para o lucro. Em recompensa, tinha sim uma vida confortável. Tinha colegas, saia frequentemente, mas estava exausta. Havia algo faltando, e não sabia o que era. Caminha para o closet, onde o costumeiro traje a aguarda. Ela o encara, e por fim percebe que ela tem o poder de mudar tudo. Chutar o pau da barraca e assumir sua face real. Identidade a gente constrói para apresentar, era o que um amigo de infância sempre dizia.

6:24. Após encarar todo este tempo o traje, notou que deveria agir logo. Ou mudar, ou se apressar. Tempo é dinheiro, e ela já estava relativamente atrasada. A agenda de hoje envolvia reunião de metas, encontro com dois clientes e apresentação da empresa a um grupo de investidores. Tudo era pra ser feito antes do almoço. Começou a se vestir.

6:56. Pronta pra sair, entra no carro e segue pra empresa. Tudo aquilo fica martelando na sua cabeça, até que o telefone toca. É a secretária, linda e jovem, repassando os últimos detalhes do primeiro compromisso. Só então ela volta pro “mundo” e segue em frente. Esquece tudo o que aconteceu, e vai se desempenhar, mais uma vez, como os outros esperam. Termina o dia na cama de um dos investidores, gemendo tão bem que poderia, se o corpo fosse mais belo, ser atriz pornográfica. Como os peitos estavam caindo, só restava viver como vivia. Lamenta, até hoje, não ser o que é. Mas não muda, pois se acomodou a uma vida que é mais dos outros do que dela. Ela escolheu assim. Saiba tu escolher bem, para não se lamentar depois.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

While it

jazz trumpet We don’t have everything,

We have to do something else

Our skin colour lets us blocked

‘Cause they want to be like that

When will we be free again?

When will we arrive at the end?

I don’t know, but if we take our hands together

The end can be today.

Black eyes fighting for liberty

Curly hairs running to be free again

Yes, we have won a lot

But the world isn’t enough yet

I wanna be doctor

I wanna build my house, buy my car and be trully happy

Meanwhile isn’t possible, I stay here

Doing for us, bro and little sis, this bit of jazz

Coz I wanna be free

I wanna know the colours of happiness

And a taste of honey I want to try

They say it’s good

Meanwhile isn’t possible, I stay here

Singing, expressing, trying to alive

Like a simple song called jazz.

Make me feel like a virgin

Assisti por esses dias o episódio 15 do Glee, “The power of Madonna” e amei. Em uma certa hora é dito com segurança que negros e gays fazem a cultura. Madonna se encaixa onde? Mesmo com este deslize, ainda curti muito o episódio, onde Sue Silvester vira a Material Girl e faz Vogue com toda a liberdade, inclusive poética (Will Schuester, I hate you). Alés desta cena, uma que eu gostei muito foi Like a Virgin, que posto abaixo. Pra finalizar, tambem acho que ATUALMENTE negros e gays fazem a cultura: Beyoncé, O Rappa, estilistas que prefiro não citar, e por aí vai. Glee foi a melhor coisa feita na década para releitura de hits de sucesso. Só espero que a Malhação vire Glee o mais rápido possível.  Aí até eu assisto.

Like a Virgin - Glee - The power of Madonna

domingo, 2 de maio de 2010

Minha infância: um texto pro vô Chico, in memorian.

Fotos da infância me fazem lembrar o quão feliz éramos, e  nem percebíamos. Me lembro de um dos meus dias de infância: verão. Acordo, de cuequinha verde-água, na casa velha, e encontro papai na cozinha, preparando a dedeira. Como sempre, fico sério de manhã. Sento no sofá de dois lugares, ao lado o Guilherme, que já está de camisetinha e short. Ele sempre foi mais esperto que eu, mesmo sendo mais novo. Coisas de Guilherme Henrique. Vitor está na sala também. Começamos a assistir TV Colosso quando Wagner, aparece com o cheiro de um lado e o Pimpão de outro. Enquanto Piscila e Capaxão nos divertem, tomamos o leite quentinho, que o Normélio entregava pontualmente em casa. A mãe está la fora, pendurando as roupas, quando ouvimos o portão abrindo: vô Chico chegou! Vamos todos ao seu encontro, pedindo bênçãos, abraços e doces. Ele nos diverte, especialmente a mim. Troco de roupa, coloco a bota ortopédica e me preparo pra ir ver a madrinha. No caminho, o vô para pra conversar um pouquinho com o Seu Afonso, o Bié, o Carijó, Matema, Seu Vitinho e seu Jelo.  A madrinha, na verdade, era madrinha só do Vitor, mas nos acostumamos a chamá-la assim. Ela é uma santa, aos meus olhos. Assumiu com garra o papel de rainha do lar, mesmo tendo convivido tão pouco tempo com a vó Antônia. Carinhosa e dedicada, a tia Lazinha sempre esteve na minha lista de ídolos e heróis. Assim também estava a Baduda, que neste momento dormia no quarto. A Dete também estava lá, conversando com a tia Lazinha. O vô leva a gente no quintal, onde chupamos jabuticaba e brincamos com o Bigode e com as galinhas. Com paciência ele virava pra mim e dizia “vai lá, Julinho! Eles vão chupar tudo!” Eu confesso que sempre fui molengão. O vô me chama pra passear e me leva na quitanda do Lazinho. Compramos doces e ganho soldados e índios de plástico. Quando voltamos, a madrinha está preparando o almoço. Batata frita! Vou devagarzinho e pego uma. Achando que ninguém está me vendo, pego outra. Então vem o tio Márcio ficar bravo comigo. Com o medo que tinha dele, começo a chorar e vou pra um canto. A Baduda, já de pé, assiste televisão. Descubro uns papéis e caneta, e começo a escrever. Brinco de médico em silêncio, com medo de falar algo e o tio Márcio aparecer pra me castigar. Ainda com lágrimas nos olhos, vou almoçar. A tia Lazinha vem me confortar. Após almoçar, o vô dá o doce pra gente. A mãe chega lá, após o pai ir trabalhar. Ela quer nos levar pra casa, mas resolvo tirar a sesta. Deito do lado do vô e durmo sem preocupações. Que vida bela! Assim que acordo, encontro Guilherme, que descobre uns óculos da Baduda. Resolvemos experimentar. Baduda corre, pega a câmera e tira a foto da gente se divertindo. O vô e a tia Lazinha dão risadas. Não sei quem foi mais feliz: o vô ou eu. Chega a hora da Tia Lazinha ir pra banda, então a mãe nos leva embora. O vô vai junto. A gente assiste televisão, eu deitado no colo dele. Ele vai embora, e o Vitor chama a gente pra brincar. Brincamos até que a mãe manda a gente tomar banho. Primeiro vai o Vítor. Depois, o Guilherme e o Wagner. Por fim, vou eu. Sentamos no sofá enquanto a mãe prepara o jantar. Assistimos TV Cruj. O jantar fica pronto. Jantamos arroz, abóbora, carne moída, jiló e salada de almeirão. A tia Cléa aparece. Depois chega a Dete. Elas conversam na sala, assistindo a novela, e a gente tentando entender o que elas falam e comendo arroz doce que a mãe tinha feito escondido. A novela acaba, elas vão embora e a gente se prepara pra dormir. Tomamos a dedeira, escovamos os dentes e vamos dormir. Deito, durmo e sonho com brinquedos e jogos que eram vendidos. Achava que seria legal, e desconhecia o quão feliz era.  Não posso reclamar da minha infância. Tive tudo o que uma criança precisava: espaço, carinho e cuidado. Sinto falta desta vida simples e humilde que tinhamos. Sortuda a criança que, hoje em dia, cresce como eu e meus irmãos crescemos. Ficam as boas lembranças de dias que demoravam passar. Fica também a memória do vô Chico, a quem dedico este texto. Sei que um dia ainda reviveremos todos estes momentos, juntos ao grande Senhor. Enquanto tal dia não chega, guardo comigo seu sorriso e a sua voz em meu coração, gritando “vai lá, Julinho!” Esta é a fonte que me motiva a superar, vencer. Obrigado vô! Te amo e amo a todos que fizeram da minha infância única e naturalmente bela.

Num fim de tarde…

Ativo uma playlist. Ouvindo “Como nossos pais”, na voz de Elis Regina, me sinto motivado a escrever que somos como nossos pais, em novas roupagens. Eu, por exemplo, tenho o jeitão de minha mãe pra ir contra a corrente. Em meu sangue sagitariano, a lei é osar, experimentar, descobrir por que é proibido. Adoro me arriscar! Mamãe também é assim. Ela deve ter provocado muito o vovô com o que eu também faço: ser diferente pra pirraçar. Por exemplo, sou batizado, fui uma ovelhinha tonta do bom Cristo, mas preferi virar (um gato?) da Deusa dos Dez Mil Nomes. Além de me sentir bem assim, queria mostrar pros meus velhos que sou dono do meu bilau e enfio ele na toca que eu quiser (rsds). Sou um bom filho, na minha opinião. Fora essas escapadas, não causo problemas, estudo, não fumo nem bebo (???)… Do meu pai peguei a paciência. Da Baduda, o orgulho próprio e o amor pelo conhecimento. Da tia Lazinha, a prudência. A tia Lazinha é a única sagitariana que odeia arriscar. Tolinha. Há muitos prazeres a serem descobertos na jaula do tigre(rsds). Da tia Cléa ( é bom ela não ler isso) ganhei um pouquinho de sinismo. Isso é bom, talvez a melhor coisa. Do tio Márcio ganhei muitos nãos. Não. Tio Carlinho me fez aprender a não ser enrolado (como ele) porque as pessoas muitas vezes dependem da gente. (kkkk). Com os exemplos do Tio Cláudio, vi que a bebida só traz tristeza para os que realmente nos amam. Enfim, sou esta mistura toda e tenho orgulho disso. Não sou como meus pais. Sou um pouquinho daqueles que mais amo, e reconheço. Agora a música acaba. Começa Nina Simone com I’m feeling good. Quem não está?!

sábado, 24 de abril de 2010

Uma história

 

Drawing-Gay_flag1 Era uma vez um garoto que gostava de garotos. Este rapaz, em sua adolescência, era apenas mais um. Se  destacava na escola, e era visto como um mané. Não pegava ninguém, e não era nada afim disso. Muito se especulava sobre ele, mas só ele sabia, em seu interior, que aquilo era pouco. Pouco porque, se manifestasse sua verdadeira personalidade (não foi por escolha própria) sofreria muito. Nem sua família, nem a sociedade em que vivia aceitariam. Portanto, guardou isto em segredo ate o dia em que fosse livre. Sabia que, para ter certa liberdade, deveria jogar o jogo deles. Jogou e venceu.

Saiu daquele mundinho, e foi buscar algo a sua altura. Não queria só dar o grito de liberdade, mas também viver dignamente. Tudo o que via na TV era parte de seus sonhos. O mundo era gay, dizia pra si. E assim se iludia…

Foi parar, por escolha própria e resultado de suas lutas, em um lugar pior. “Cidade grande, cabeça grande…” era assim que ele pensava, até que concluiu que ter cabeça grande não significa ter cérebro diretamente proporcional. Começou a enxergar a realidade, e por isso se conteve ainda mais. O problema não era nas origens, mas sim nas definições culturais. Homem deve gostar de mulher. Homem que gosta de homem é diferente, e a sociedade tem medo das coisas diferentes. Elas tem um grande poder  de mudança, e nada pode mudar, pois tudo vai tão bem!( aos olhos de uma minoria controladora).

Foi aí que o rapaz teve a sacada: se ele tem o poder de mudar, então ele vai mudar! A partir disso, assumiu quem era para si mesmo. Isto já era um avanço. Ao fazer isso, encontrou outros semelhantes a si, e descobriu que os diferentes são tantos que começam a ser os normais. Esta é a mudança maior! Começaram a agir em união, e assim avançaram em suas conquistas.

A luta hoje é por uma coisa que Nina Simone já cantava, por ser diferente, e de certa forma conquistou. Buscam igualdade. Os medos do garoto, de repugnação não só pela sociedade, mas por sua amada família, começaram a desaparecer. A visão de pessoa está sendo modificada, e o que alguns dizem ser desordem e fim do mundo, para mim e para muitos é o respeito ao livre-arbítrio e aceitação de que a entropia social na verdade é a reconstrução do conceito de liberdade.

O garoto então vive construindo sua felicidade a cada dia, para sempre. 

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uma etnografia

vizinhos 

Morar em kitnet é uma bela experiência de stress. Moro em uma, num corredor onde moram mais 13. Imagine uma caixa de ovos. É mais ou menos assim. O vizinho peida, eu escuto. A vizinha xinga, eu me ofendo. Eu faço rituais, todos odeiam. Incensos não são assim tão incômodos. Acho que o que eles querem é me ver numa fogueira.

Ano passado, um cara alugava uma kit só pra se encontrar com sua amante. Eles não tinham hora pra furunfar. Era 6 da manhã de domingo, 5 da tarde da quinta… a mulher era tremendamente escandalosa. Parecia que tinha um orgasmo a cada 5 minutos! Eram eles transando enquanto eu enfiava cálculo na minha cabeça.

Este ano, o casal abriu mão da kit (aleluia!) Agora vieram alguns bixos loucos, sociáveis e idiotas. Faço uma previsão: pau na facul. Além destes, uns carinhas que já moravam aqui descobriram o video-game. Guess what? 24 horas de FIFA no PS3. Gritam, xingam, sofrem… e incomodam!

Às vezes eu resolvo pirraçar também. Boto um new age ou um jazz super alto, bem em época de prova, pra eles aprenderem a estudar na hora certa! Sou mal? Não! Apenas aproveito enquanto os outros ralam. Nota que é uma opção?

Sei que eles especulam sobre mim (sou do tipo “oi…tchau”). Tem curiosidade sobre o que faço, como faço e por quê faço. Para meu prazer, deixo os vizinhos na curiosidade.

Nesta “sociedade kitnetiana'” é possível observar diferentes estilos e papéis sociais. Enquanto eu sou P&L, P&F(peace and love, party and fun), o vizinho é Rock’n total. Enquanto estudo, a mocinha dá e enche a cara. E assim, vamos vivedo, buscando ou desviando de nossos objetivos primários, só pra dinamizar!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Manual de instruções

My Pictures

 

Hoje parei pra me analisar. Parece estranho, mas é só a gente prestar mais atenção em nós mesmos que percebemos o quão pouco nos conhecemos. Da minha inspiração Freudiana, por exemplo, tirei um monte de informações que dão pra fazer um manual de características e way to be de Tiago Junior. Seria legal se as pessoas lessem nossos manuais antes de se aproximarem. Assim, não se decepcionariam. E olha que o nível de decepção comigo está alto! Como disse uns dias atrás, parece que me abro, mas na verdade, me fecho. As pessoas se iludem e começam a fazer planos que eu não gostaria de participar. Um excelente exemplo é aquela pessoa que disse que me amava e queria que eu correspondesse ao sentimento. NEVER! Amor pra mim, depois desta experiência, é quase um trauma. O amor me dá medo! Para se evitar estas cenas de frustração sentimental, escrevo abaixo o que mais se aproxima do meu manual do jeito Tiago de ser (descoberto por mim, após minha auto-análise). É legal, escrevi em versos pra tornar mais praseroso. Leia e aprenda, pra depois não se decepcionar também. Não quero parecer propaganda enganosa [risadas].

Eu gosto

de ser magro, de café amargo,

brigadeiro e ver filme o dia inteiro

Sou new age, pop e rock

Mistura cultural

Devo ter genes ate do Nepal

Me visto pra me sentir bem,

Odeio dar satisfações pra alguém

Posso parecer bonzinho, mas cuidado comigo

Costumo enforcar antes de dar a corda.

Sou bruxo bissexual solteiro

Serei engenheiro, feliz, ainda solteiro

Não quero casar, nem namorar

Meu apelido é Obama, sobrenome dos Santos

Mas meu lema é liberdade

Sou de Dezembro, do dia da Cássia,

Sou sagitário, flamenguista, não nego a raça

mineiro, como quieto

e só observo, pra depois concluir.

Falo de menos, ando todo sério

Mas pra quem nerece, o bom humor eu revelo

Adoro ler, adoro escrever

Pra não cair na rotina, estudo Bourdieu

Pra mim, engenharia = alienação

Abrir a mente é abrir o coração

Odeio ser ignorado, se for assim, vai se danar

Sei como ninguém fazer tudo dar bem

Superação é ordem, divertir é o meio

Amo minha família

Gosto de um carinha aí

Não esqueço meu primeiro beijo

Odeio leite, mas de vez em quando como queijo

Pra mim quem fala muito age pouco

Pra se aproximar, espero que tenhas bons assuntos

Não tolero boyzinho que só fala de futebol, festas e garotas

Isso pra mim é lixo

Mesmo assim, sou um P&F boy

Aprendi a gostar do Legião,

e tem alguém de quem não me esquecerei.

Não se iluda comigo

Se sou gentil, é por educação

Não alimente por mim uma paixão

Pra depois chorar e brigar

Não me chame de imaturo

Vivi o bastante pra te conhecer

Não pise no meu calo, e eu deixo você

Sou da Wicca e exijo respeito

Não sou virgem, satisfeito?

Posso parecer quietinho, mas há muito mais em mim

E tu saberás se bem me conhecer.

Por fim, não mudo por ninguém

Amo-me desta forma, original

Um mix de bossa e jazz, uma pitada de pop e, pra terminar, salve a mente racional!

Após ler o manual, decida você mesmo: vale a pena? É forte o suficiente?

sábado, 17 de abril de 2010

Mal entendido e traumatizado.

broken_heart_by_fabu A maioria das pessoas me acha sínico. Eu concordo. Sou sínico naturalmente. Agora, uma coisa que não consigo ser é falso com sentimentos. Ou gosto ou odeio. Se gosto, me aproximo, se odeio, deixo quieto. Só não amo. Amor é uma coisa que acontece, a gente não consegue arquitetar. Há um tempo atras conheci uma pessoa encantadora. Conversávamos sempre, e mantíamos uma bela amizade. Gostava dela como amiga, mas ela começou a confundir as coisas. É incrível como a carência resulta em desespero! Acho que por ter sido eu a primeira pessoa gentil que apareceu na frente dela, ela decretou que deveria me amar, e vice-versa. Depois deste mal entedido vinha tentando mostrar pra ela que não, não a amo, não quero nada a não ser a amizade. E ela insistia e fazia drama, pois eu não a amava como ela queria. Dizia que  ia me fazer feliz. Há pessoa mais feliz que eu??? Enfim, hoje resolvi dar um fim neste caso. Ela me disse “te amo muito amor. Meu coração é todo seu.” e eu  respondi ”Não consigo dizer o mesmo. Por favor, há tempos venho te dizendo, de forma delicada, pra você não confundir as coisas. Não resolveu. Logo, vou te falar com todas as palavra: NÃO TE AMO. SOME DA MINHA VIDA POIS ASSIM NÃO DÁ!” Depois destas suaves palavras, ouvi um belo discurso regado a palavras chulas e ofensivas. Fui chamado de imaturo. Foi o que mais me feriu. Já sou meio traumatizado com relacionamentos. Depois deste, acho que não vou nem ficar mais, ou vou parar de ser gentil.  No fim  do dia, alguém está magoada comigo. Já eu, tô nem aí. Não me lembro nem o nome mais. Sou assim e não mudo por ninguém. Agora o amor me dá medo!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Um dia = Outro dia = Dias fractais

 

fractal_21

Minha rotina não muda. Parece um fractal: a parte é igual ao todo. A descrição abaixo se repete todos os dias, com mudanças apenas nas disciplinas. Não vejo a hora de mudar isso!

 

 Hoje, 13 de Abril de 2010.

O dia começou igual. Isso me irrita. Rotina me enjoa, mas o que se pode fazer quando a vida se resume a dormir, acordar, estudar e comer? Acordei às 6:50 depois de 20 minutos de enrolação na cama. Como não há televisão, liguei o rádio, pré-sintonizado na Globo e ouvi parte dos jornais regional e nacional. Ao mesmo tempo que ouvia notícias de trânsito nas vias da metrópole paulista, ainda misteriosas pra mim, preparava o meu café da manhã, que se resume a uma xícara de café bem forte, sem muito açúcar, e uma porção de bolachas integrais. Pra não enjoar, costumo às vezes comer torradas ou bolo. Quando digo que preparo meu café, na verdade abro um pacote de biscoitos e ligo a cafeteira. Um invento muito útil, a cafeteira elétrica. Tomei uma ducha quente pra tirar um pouco da zica, pra despertar as muitas células de meu corpo ainda adormecidas, me troquei e fui pra faculdade. Dizem que universidade pública é lugar de loucos. No caminho pra ela eu confirmo o mito. Se vê de tudo: hippies, estranjeiros, mauricinhos, extraterrestres ( me incluo neste grupo) e os zeros à esquerda. Cheguei um pouco atrasado pra aula, de Termodinâmica Química. Mesmo assim, não perdi nada nos meus dez minutos após o horário oficial. Gosto do meu professor, é um dos únicos que respeita o aluno. O que eu vejo é que em geral, o professor universitário se sente como um Deus. E por se iludir desta forma, acaba personificando o diabo [risadas]. Mas ainda se encontra alguns doutores humildes. Estes sim são louvados e benditos por muitas gerações. Depois da aula de Termo, fui pra aula de Química Orgânica. Os prédios ficam oa mesmo lado, e cheguei quinze minutos antes. Enquanto esperava, trocava uma ideia com um grande amigo, Formenton. Desta vez foi o professor que se atrasou. A razão é plausível: no horário anterior ele ministra aulas em um outro prédio, longe de tudo. Por fim, após o término da aula de QO, vou almoçar. A fila no RU aumenta cada vez mais. Faço minhas suposições: ou o povo está ficando pobre ou chegam bixos a cada dia. Após almoçar, fui para a Biblioteca central estudar Cálculo 3. Amanhã  tenho prova desta disciplina. Prossigo calculando integrais triplas e demonstrando propriedades até 15:30. Neste horário, tomei meus remédios,peguei minha nave e fui pra aula de Física1. Meu professor resolveu os exercícios da última prova a aula toda. No fim peguei minha nota: 6.0. Fico feliz, pois “seis bola é dez”. [risadas]. Depois da aula de Física1, jantei no RU. A fila estava consideravelmente menor. Depois, vim pra casa, me banhei e comecei a sessão Glee e House. Por fim, ao lado de uma fumegante xícara de chá verde, escrevi este texto. Agora vou me preparar pra dormir. Não vou estudar C3 agora. Não vou me estressar (mais). A todo instante, enquanto escrevo este texto, penso em alguém que está longe. E fico curioso: será que esta pessoa pensa em mim? Concluo, após um dia típico, que não compensa pensar em ninguém. Se for pra gastar ATP, que seja comigo. Então resolvo aproveitar minha noite da melhor forma: dormindo. E assim, mais uma vez o ciclo se completa ( ou se inicia???). Enfim, é a minha vida… dormir, acordar, estudar, comer, dormir…enquanto isso, arquiteto meus planos pro futuro nada parecido com este presente. Assim será: imprevisível, bem à maneira sagitariana. Infractalíssimo, com certeza.

domingo, 11 de abril de 2010

Empolguei

Os versos abaixo foram escritos “cantarolados”. Quem sabe um dia eu não gravo a música?! Essa é pra honrar meu signo.

 

Sou sagitário

 

Não esperava gostar tanto de você

Meu tipo era ser mais casual, temporário

Sabe meu amor, sou sagitário sagitário.

Não esperava que fosse tão fatal

Me impressionou, me fez sentir animado

Agora estou na sua, já aviso

Cuidado, meu amigo! Sou sagitário, sagitário.

Verdades em excesso, amor racional e direto

Sexo sem prazer pra mim não rola

Adoro o perigo, facilmente me irrito

Mas sei amar você tão bem, tão bem.

Agora me aguenta

Saboreia minha boca

Enxerga minha alma sedenta

Sedenta de amor

O malicioso odor

Não se iluda querido

Sou assim, o lendário

sagitário

Eu não gozo a toa

Mas sou uma leoa

Nem com câncer sossego

Se são gêmeos, eu pego

Não tenho medo de câncer

Peixes me viciam

Mas ainda me mantenho viçosa

Com saúde viril

Poderosa

Eternamente vil

Muito mais que um aquário

Sou eu, sagitário!

<E ainda não saí do armário>

Um dia a gente faz da nossa vida uma música

 

O poema abaixo foi em uma tarde dominical, entre livros de cálculo e pensamentos em alguém. Dedico o poema pra esta pessoa, e apenas digo: esta não é a hora, e eu compreendo isso. Um dia vai dar.

 

Um dia vai dar

 

Eu fui

Totalmente seu

Pena que não deu

Pra gente curtir

Não podemos mais

É doloroso seguirmos assim, se o mundo não aceita

É pior que genocídio, terremoto, tsunami, crise da bolsa

Só quero que saibas então

Que aqui,no meu peito

Você ainda habita, daquele jeito sedutor

Daquela forma carinhosa

Coisa que o mundo não sabe,

Segredo nosso!

Você me fez feliz

Me fez ver a vida pink (roxa as vezes)

me fez curtir tudo em nós dois

E não me esquecerei

De cada gesto seu.

Agora escreve, anota e guarda a minha professia:

nós ainda ficaremos juntos

em um novo mundo todo nosso, liberal

Um mundo todo viver

Uma vida toda pra te amar.

E ainda quero,

espero

e peço às estrelas que ainda caem do céu

Pra que tudo mude

E você esteja disposto

A um novo início.

Prefiro ser otimista e acreditar

que o melhor entre nós ainda vai começar,

Um dia vai dar.

terça-feira, 23 de março de 2010

Amores virtuais de Jacob

Estive refletindo, durante uma abafada tarde de um fevereiro de férias monótonas, sobre o comportamento das pessoas. Como é interessante o fato de que, por mais que apresentem um estereótipo, ainda assim  possuem suas particularidades! Me lembrei de Lillo e sua maneira gentil de me tratar sempre. Ele era bastante educado, um gentleman, sem dúvida. Nunca me pediu mais do que estava disposto a oferecer, mesmo manifestando desejos de maior relacionamento. Uma simples amizade era pouco. Ele queria logo aquela amizade especial, de amigos de infância, com toda a inocência e verdade. Até que se manifestou tão ciumento que não parecia o lorde que conhecera outrora. Um ciúme sem motivo, já que nada tínhamos oficializado, nem consumido. Me assustei tanto com a forma que ele se comportara que me afastei. Sinto saudades de Lillo, mas da forma como ele queria não dá mesmo. Não acredito que ele tenha se esquecido de mim, mas que ele me ama. Mesmo assim, ainda me pergunto: o Lillo na sua forma primeira era uma máscara, ou havia ele sido possuído por demônios que vagam seus sonhos? Talvez Freud explique. Não tão complexo foi Roberto. Este senhor, que já está na terceira idade, guarda consigo o tom malandro de sua época de ouro. Arrisco afirmar que malandro uma vez, sempre malandro. Com sua forma de manifestar-se gentil (nunca se sabe, através dos instant messenger softwares, a intenção e a entonação expressa nas inertes frases… e é aí que mora o perigo), me enchia de elogios e reconhecia  meus méritos, conquistando meu ego. Resolvi testá-lo continuamente, e observei que ele mudou progressivamente. Mostrou-se safado, carente e bastante esperto. Características familiares. Já Rodrigo, um rapaz, que eu conhecera de forma semelhante aos outros, era o mais especial. Jovem, como eu. Curtia boas músicas, e me ensinava coisas do céu, da terra, da água e do ar. Gostava mesmo de falar com ele, pois nos identificávamos tanto quanto Eduardo e Mônica. Até que quem mudou foi eu. Por incrível que pareça, eu senti ciúmes. O coitado se entristecia com minhas surtadas, e preferiu não ir adiante. Talvez Lillo me mereça. Daríamos um belo casal pra Freud (risadas). O que tenho pra falar de Rodrigo é que ele foi o Cara. E o posto ainda continua desocupado. Ele não voltará, e eu também não desejo isso. Logo, me aventuro mais uma vez nas selvas virtuais, entre nicks e ironias, perigos e a possibilidade de acertar na próxima vez.

Jacob B.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cartaz Montreux Jazz festival 2010

Poster-Montreux-Jazz-Festival-2010

O amor segundo Godofreeda – Reflexões no divã

“Amor?! Ora, é o que sinto por aqueles que quero bem! Ah, não é este tipo de amor… Bem, você quer que eu te fale sobre o amor epecial, aquele que dá calorzinho na gente. Doutor, vou tentar ser técnica… ããã… hummmmmm… ai, não sei! Pra mim, esse amor é assim: a gente tem conosco cinco coisas conectadas: a emoção, a razão, a esperança, a consciência e a experiência. O amor é um negócio que faz a emoção, a esperança e a experiência melhorarem, mas a razão e a consciência odeiam isso. Porquê? Ah, doutor, porque quando a gente ama assim, a gente se sente bem, mas um pouco boba… parece que o mundo é outro, não importa se você vai perder milhões na bolsa, você tá dopada… é uma coisa muito prazerosa. Acho que é igual a maconha. Sei que o senhor já experimentou, afinal, o senhor é gente, né! [Risadas] Mas então, o amor ilude mas faz bem. O melhor é que ninguém morre de overdose de amor. Aliás, aquele primeiro amor que eu te disse, o de quando a gente gosta de alguém, mas não dá calorzinho, ele não deveria chamar amor. deveria chamar responsabilidade, porque é esse amor que nos faz cuidar dos filhos, mas quando crescem, depois de um tempo, a gente dá graças a deus porque eles cresceram, e vão nos deixar em paz. Não adianta reclamar, porque o alívio de novamente ficar sozinha, sem uns diabinhos por perto, é muito gostoso. Vamos voltar ao amor de verdade… o senhor perguntou porquê a consciência não gosta do amor. Bem, é porque a razão não gosta! Sem dúvida a consciência é como é porque sabemos como as coisas são. Mas tê-la descontente é bom! O mundo do amor faz a gente fazer coisas que não fariamos normalmente. Tirar a roupa pro amado, mostrar um mar de estrias e celulites, revelar o poder da atração gravitacional sobre nosso corpo… Mas, ao mesmo tempo, a gente não liga pra barriguinha de chopp, o bilau pequenininho, o bumbum amassado… a gente tende a aceitar o “incomum” com mais facilidade. É como se a Godofreeda da Terra virasse uma sexy Loretta, por exemplo. Melhor ainda, Desirrée. Adoro esse nome… Desejo. Como é bom ser desejada! É assim, doutor. Resumir em uma frase? Bem… Amor é aquilo que nos renova ao mesmo tempo que nos faz sentir que a realidade nem sempre é a ideal. Posso complementar? Amor e tesão são as mesmas coisas. Se a perereca fica molhadinha, o coração acelera e você vê um James em um Jorge, isso é amor. A principal consequência? Ah, por amor a gente tem que aguentar o fedor do peido que ele solta sempre debaixo do cobertor! Fazer o que, nada é perfeito!”