Minha rotina não muda. Parece um fractal: a parte é igual ao todo. A descrição abaixo se repete todos os dias, com mudanças apenas nas disciplinas. Não vejo a hora de mudar isso!
Hoje, 13 de Abril de 2010.
O dia começou igual. Isso me irrita. Rotina me enjoa, mas o que se pode fazer quando a vida se resume a dormir, acordar, estudar e comer? Acordei às 6:50 depois de 20 minutos de enrolação na cama. Como não há televisão, liguei o rádio, pré-sintonizado na Globo e ouvi parte dos jornais regional e nacional. Ao mesmo tempo que ouvia notícias de trânsito nas vias da metrópole paulista, ainda misteriosas pra mim, preparava o meu café da manhã, que se resume a uma xícara de café bem forte, sem muito açúcar, e uma porção de bolachas integrais. Pra não enjoar, costumo às vezes comer torradas ou bolo. Quando digo que preparo meu café, na verdade abro um pacote de biscoitos e ligo a cafeteira. Um invento muito útil, a cafeteira elétrica. Tomei uma ducha quente pra tirar um pouco da zica, pra despertar as muitas células de meu corpo ainda adormecidas, me troquei e fui pra faculdade. Dizem que universidade pública é lugar de loucos. No caminho pra ela eu confirmo o mito. Se vê de tudo: hippies, estranjeiros, mauricinhos, extraterrestres ( me incluo neste grupo) e os zeros à esquerda. Cheguei um pouco atrasado pra aula, de Termodinâmica Química. Mesmo assim, não perdi nada nos meus dez minutos após o horário oficial. Gosto do meu professor, é um dos únicos que respeita o aluno. O que eu vejo é que em geral, o professor universitário se sente como um Deus. E por se iludir desta forma, acaba personificando o diabo [risadas]. Mas ainda se encontra alguns doutores humildes. Estes sim são louvados e benditos por muitas gerações. Depois da aula de Termo, fui pra aula de Química Orgânica. Os prédios ficam oa mesmo lado, e cheguei quinze minutos antes. Enquanto esperava, trocava uma ideia com um grande amigo, Formenton. Desta vez foi o professor que se atrasou. A razão é plausível: no horário anterior ele ministra aulas em um outro prédio, longe de tudo. Por fim, após o término da aula de QO, vou almoçar. A fila no RU aumenta cada vez mais. Faço minhas suposições: ou o povo está ficando pobre ou chegam bixos a cada dia. Após almoçar, fui para a Biblioteca central estudar Cálculo 3. Amanhã tenho prova desta disciplina. Prossigo calculando integrais triplas e demonstrando propriedades até 15:30. Neste horário, tomei meus remédios,peguei minha nave e fui pra aula de Física1. Meu professor resolveu os exercícios da última prova a aula toda. No fim peguei minha nota: 6.0. Fico feliz, pois “seis bola é dez”. [risadas]. Depois da aula de Física1, jantei no RU. A fila estava consideravelmente menor. Depois, vim pra casa, me banhei e comecei a sessão Glee e House. Por fim, ao lado de uma fumegante xícara de chá verde, escrevi este texto. Agora vou me preparar pra dormir. Não vou estudar C3 agora. Não vou me estressar (mais). A todo instante, enquanto escrevo este texto, penso em alguém que está longe. E fico curioso: será que esta pessoa pensa em mim? Concluo, após um dia típico, que não compensa pensar em ninguém. Se for pra gastar ATP, que seja comigo. Então resolvo aproveitar minha noite da melhor forma: dormindo. E assim, mais uma vez o ciclo se completa ( ou se inicia???). Enfim, é a minha vida… dormir, acordar, estudar, comer, dormir…enquanto isso, arquiteto meus planos pro futuro nada parecido com este presente. Assim será: imprevisível, bem à maneira sagitariana. Infractalíssimo, com certeza.

Nenhum comentário:
Postar um comentário