Ativo uma playlist. Ouvindo “Como nossos pais”, na voz de Elis Regina, me sinto motivado a escrever que somos como nossos pais, em novas roupagens. Eu, por exemplo, tenho o jeitão de minha mãe pra ir contra a corrente. Em meu sangue sagitariano, a lei é osar, experimentar, descobrir por que é proibido. Adoro me arriscar! Mamãe também é assim. Ela deve ter provocado muito o vovô com o que eu também faço: ser diferente pra pirraçar. Por exemplo, sou batizado, fui uma ovelhinha tonta do bom Cristo, mas preferi virar (um gato?) da Deusa dos Dez Mil Nomes. Além de me sentir bem assim, queria mostrar pros meus velhos que sou dono do meu bilau e enfio ele na toca que eu quiser (rsds). Sou um bom filho, na minha opinião. Fora essas escapadas, não causo problemas, estudo, não fumo nem bebo (???)… Do meu pai peguei a paciência. Da Baduda, o orgulho próprio e o amor pelo conhecimento. Da tia Lazinha, a prudência. A tia Lazinha é a única sagitariana que odeia arriscar. Tolinha. Há muitos prazeres a serem descobertos na jaula do tigre(rsds). Da tia Cléa ( é bom ela não ler isso) ganhei um pouquinho de sinismo. Isso é bom, talvez a melhor coisa. Do tio Márcio ganhei muitos nãos. Não. Tio Carlinho me fez aprender a não ser enrolado (como ele) porque as pessoas muitas vezes dependem da gente. (kkkk). Com os exemplos do Tio Cláudio, vi que a bebida só traz tristeza para os que realmente nos amam. Enfim, sou esta mistura toda e tenho orgulho disso. Não sou como meus pais. Sou um pouquinho daqueles que mais amo, e reconheço. Agora a música acaba. Começa Nina Simone com I’m feeling good. Quem não está?!

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