Chame de amor àquelas palavras, estúpidas palavras, que lhe foram ditas naquela ocasião inconveniente em que você se enfiou. Não foi intencional, entenda que o impulso foi irracional. Chame a isto de amor. Os olhos, mesmo sem uma gota de lágrima, estão vermelhos. Não é esta a cor do amor? A insistência, a teimosia e a facilidade com que ignorei cada manifestação, foram planejados durante minha viagem. Você sabe, estive fora de órbita, visitando lugares coloridos, lugares de paz. De lá voltei com uma aura nova, nas cores do arco-íris. O que importa é que voltei! Chame a isto de amor. Te presenteio com novas experiências, novas faces de um mesmo cara. A versatilidade e personalização estão à sua disposição. Faço isso por amor. Não faço por você, ou pela sua satisfação e felicidade. Te levo pela rua, toco sua mão. Sugo sua energia naturalmente, isso flui em meu corpo, masturbando cada célula da minha pele. Meu coração acelera, algo em mim cresce. É a vontade de te fazer gritar. Chame a isto de amor. Te olho, você retribui, e a conexão está então estabelecida. Podemos transar por séculos sem se esgotar. Ondas de orgasmo me invadem. Ocorre em mim automaticamente, mas você, eu sei, faz por mera vontade ou necessidade. É da minha natureza te foder. Isto é amor, sabia? Poderia muito bem ter ficado em casa, tricotando e curtindo meu indie. Mas ele fala mais alto, me leva a fazer coisas que depois me arrependo. Tudo por amor. Sofro, e não gosto disso. É por isso que meu maior arrependimento foi te conhecer. A monotonia do pseudo-eunuco seria mais conveniente. Mas este amor!
domingo, 26 de setembro de 2010
A você, o amor
Assinar:
Postar comentários (Atom)

PERFEITO SEU TEXTO ... MIL BEIJOS
ResponderExcluir